BENVINDO AO BLOG DA CONFRARIA DO MOLICEIRO

Aqui poderá saber um pouco mais sobre a Confraria bem como as suas actividades e objectivos

Propósitos: Preservação e salvaguarda do receituário das ementas ribeirinhas à Ria, desde Ovar até Mira.
Também tem por fim a preservação das espécies autóctones.


O barco M o l i c e i r o

O barco  M o l i c e i r o
Apanha do moliço na Ria

quinta-feira, 17 de junho de 2010

...............VI - CAPÍTULO............


O passado dia 12 de Junho de 2010 foi mais um dia grande para a Confraria do Moliceiro.
Foi a realização de mais um  CAPÍTULO,  desta feita o sexto (VI).
Na semana que o antecedeu e quando tudo tinha que ser definido o  S. Pedro ,  apesar das preces  feitas  não dava respostas concretas sobre o clima que iria fazer. Assim foi necessário  fazer o seu jogo e criar condições para o fintar caso ele pensasse em  pregar uma partida.
Abandonou-se a ideia de efectuar o evento numa das ilhas da nossa linda Ria de Aveiro como nos anos anteriores.  Sabemos que é muito agradável  passar um dia rodeados por água contemplando toda a beleza da fauna e flora da Ria mas em termos de logística iria ser um grande esforço  e que poderia redundar num fracasso.
Como alternativa resolveu-se dedicar o dia e noite a uma série de actividades lúdicas postas à disposição
e à escolha de todos os participantes.
Assim decidiu-se utilizar o espaço em frente à nossa SEDE, parque de merendas,   continuando na senda de
servir o repasto ao ar livre. Felizmente não choveu tendo-se apresentado  um dia agradável. Esperamos não
ter desiludido com esta aposta.
Tal como determinava o programa por volta das 10h 30m começaram por se concentrar todos os elementos das muitas Confrarias (cerca de quarenta)  na Praceta do centro de Pardelhas.
Seguiu-se  o  desfile em procissão, encabeçada por três elementos do Grupo Trovas à Toa até ao edifício da Câmara Municipal. Aí e como  habitual  teve lugar  no Salão Nobre um sarau  onde não faltaram a música, declamação do Hino da Confraria liderada pela nossa amiga Dulcineia, os discursos de circunstância, e a entrega de lembranças.
A mesa de honra foi composta pelo  ‘Patrão’ e pelo ‘Arrais’ da Confraria, pelo Presidente da Câmara da Murtosa bem como pela  Vice-Presidente da  Federação das Confrarias Gastronómicas.
No fim e à boa maneira Murtosense  a  Câmara Municipal na figura do seu Presidente ofereceu os tradicionais ‘bolinhos’ acompanhados de um cálice de ‘vinho fino’.  Após isso foi tirada a foto de grupo no exterior.
De seguida individualmente todos os participantes dirigiram-se  para a Ribeira de Pardelhas onde estava
tudo a postos para uma tarde e noite de actividades.
Foi necessário aguardar  que a maré fosse propícia à entrada  do Barco Moliceiro na Ribeira já que ele era evidentemente o elementos básico necessário para  proceder à cerimónia  de entronização dos novos quatro confrades. Isso veio a acontecer por volta das 13 horas.
Após a atracagem do Moliceiro procedeu-se à cerimonia conduzida pelo Confrade Augusto e celebrada pelo Confrade Diogo.
Entretanto e à boa maneira ancestral, fumegavam já  num tacho  bem como numa panela de ferro de três pernas os rojões e a sopa à lavrador respectivamente,  aquecidos por duas fogueiras,  alimentadas a lenha  pelo ‘Ti Manel Garrafa’
No Laboratório Gastronómico (cozinha)   os  Chefes,  Confrade Lamego e a ‘Ti Celeste’  tratavam do resto:
enguias, carapauzinhos,  petinguinha,  caras de bacalhau, tudo frito, arroz de tomate, caldeirada de chocos,
etç, etç. Tudo iguarias da região confeccionadas segundo receitas tradicionais e confeccionadas  artesanalmente. 
Após o repasto e algum período de repouso começaram as actividades, o passeio de Barco Moliceiro, sempre agradável e relaxante, um passeio  de ‘bicla’ entre a Ribeira de Pardelhas e o Bico  ou uma caminhada no mesmo trajecto. Cada um optou pelo que mais lhe agradou.
Estava a chegar ao fim o dia e começavam já  os preparativos para a noite.
O confrade Lamego e o ‘Ti Manel’ preparavam já os assadores  onde iriam ser assadas as sardinhas.
No palco montado na Sede começavam os primeiros acordes do que iria ser uma noite de fado e musica popular.
Enquanto o fumo e o aroma das sardinhas na grelha iam  anunciando o inicio do jantar um grupo de três fadistas iniciavam o arraial popular. Acabada a actuação dos fadistas chegou o momento musical mais aguardado ‘Trovas à Toa’.
Entre vários números do seu  vasto reportório sempre do agrado de todos,  foi quase exigido o ‘Fado da Badalhoca’ um tema brejeiro  obrigatório.
O  Fernando vulgo ‘Avô Mokka’  tinha na manga uma surpresa, e que surpresa.
Anunciou, preparou e deu inicio a uma ‘queimada galega’.
Vestidos a rigor, iluminados apenas por algumas tochas O Avô Mokka a sua companheira  e descendente, deram inicio ao ritual. Musica,  invocações e ‘rezinhas’  tudo a condizer. Foi  espectacular.
Antes do licor da queimada ser servido aos presentes foi chamado ao palco o sempre bem animado Confrade Narciso.
O avô Mokka  colocou-lhe  o elmo da Ordem do ‘Corno’ e de seguida  após juramento público  foi  ordenado cavaleiro, foi hilariante.
Num clima de boa disposição terminou a noitada e com ela a celebração do VI-CAPÍTULO

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